28.7.06

Hoje ainda é dia de rock

(parte III)

Um pouco de história : Os vertiginosos anos 60 mereciam uma banda à sua altura, e que além disso fosse capaz de resumi –los. Essa banda é o Pink Floyd. Não é uma banda física é na verdade uma sensação.

O primeiro disco veio em 67 (The pipers at the Gates of dawn) ainda com Syd Barret no comando da banda. Syd ainda seguiu na banda até o final de 68 e lançou mais dois discos (A saucerful of secrets e Ummaguma).

Em 69 a banda corria o risco de se fragmentar precocemente. Foi quando surgiu uma figura importante para a banda, David Gilmour. Amigo de infância de Syd Barret e Roger Wathers, recém chegado de paris, veio salvar a banda e dar novos ares a ela.

Substitui os solos psicodélicos de Syd pelo som etéreo de sua guitarra, ao lado de Roger Wathers deixou de lados as letras lisérgicas características da banda, para falar da subjetividade humana.

Assim caminhou o Pink Floyd ao longo de 14 discos inéditos alcançando o ápice no disco que eu venho aqui relatar: The dark side of the moon.

Segundo lugar:

The Dark side of the moon

(1973)

Chega a ser quase profano tentar escrever sobre esse disco. Que desde que eu ganhei no natal de 99 eu nunca passei uma semana sem ouvir. Esse disco marca a transição de um Pink Floyd lisérgico e psicodélico, para um Pink Floyd mais simples, sonoramente hedonista e mais voltado para as questões humanas como alienação, a exploração e o consumismo.

Resultado; até a França, avessa a qualquer tipo de música cantada em inglês, consumiu 2 milhões de cópias desse disco. Quase nada perto dos quase 25 milhões que esse disco vendeu até hoje. Parece absurdo mas é verdade.

Dizem que esse disco marcou o fim do Pink Floyd, e que depois a banda se tornou uma mercadoria. Mentira! a banda simplesmente deixou de lado seu lado surrealista e com uma pitada de pensamento francês, David Gilmour e companhia, partiram para a crítica social.

A banda também deixou de ser underground, mais isso é inevitável quando se vende mais de 10 milhões de cópia. Partiu para mega-shows, cada vez mais caros e escassos.

Esse disso só não levou o ouro, simplesmente porque não consegui ser dos mais influentes. Em parte, culpa da mediocridade da música. Mas ao contrário do que muita gente diz e se disco não matou o Pink Floyd ele o tornou eterno.